Foto: CBJ

O Brasil será representado por 13 atletas no Campeonato Mundial Júnior (Sub-21) em Olbia, na Itália, no período de 06 a 10 de outubro. A Confederação Brasileira de Judô convocou os jovens judocas para essa que será a principal competição da Federação Internacional de Judô para as categorias de base desde 2019, ano do último Mundial Júnior.  

As disputas individuais serão nos dias 06, 07, 08 e 09 de outubro. No dia 10, último dia de competição, todos os judocas voltam ao tatame para a competição por equipes mistas. Os horários ainda serão confirmados pela organização.  

Enquanto o circuito adulto retomou os eventos ao final de 2020 para finalizar a corrida olímpica rumo a Tóquio 2020, as etapas Sub-21 ficaram suspensas por mais tempo, retornando apenas em junho de 2021 com competições na Europa, Ásia e em alguns países sul-americanos.  

Por restrições de fronteira decorrentes da pandemia, as equipes brasileiras enfrentaram dificuldades para viajar ao exterior e a alternativa encontrada pela CBJ foi promover treinamentos de campo nacionais para os judocas da classe Sub-21. O Campeonato Pan-Americano Júnior realizado em agosto, em Cali, foi a única competição internacional que o Brasil conseguiu participar neste período e que serviu de parâmetro para definir os convocados para o Mundial. Foram selecionados os campeões continentais com idade acima de 18 anos. 

“Chegaremos para esse Mundial numa condição totalmente diferente dos Mundiais anteriores. A Europa já tem um ritmo de competição avançado, pois já tiveram condições de fazer em torno de seis eventos júnior, além dos nacionais. Nós tivemos apenas o Pan-Americano e os treinamentos de campo nacionais. O Brasil também ficou impedido de entrar em alguns países no continente, o que dificultou muito o nosso planejamento”, explica Marcelo Theotônio, gerente das equipes de transição da CBJ que compreendem os judocas Sub-18 e Sub-21. “Nesse cenário, o Mundial Júnior será encarado como uma ação de desenvolvimento, de oportunidade e, sobretudo, de preparação para os Jogos Pan-Americanos de Cali, que entendemos ser a competição mais importante do ano para essa classe.”  

A importância do Pan Júnior Cali está, principalmente, no que o evento pode trazer de experiência poliesportiva para os jovens atletas e também na possibilidade de chegarem aos Jogos da classe sênior. De acordo com o novo regulamento da competição, os campeões Sub-21 em Cali já garantirão vaga nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023.  

O Mundial Júnior, por outro lado, contribuirá para o processo de transição dos juniores para o circuito adulto da Federação Internacional de Judô. O campeão mundial júnior ganha 700 pontos no ranking mundial sênior, mesma pontuação de uma etapa de Grand Prix. No ciclo para Tóquio, quem se beneficiou dessa estratégia foi Daniel Cargnin, campeão mundial júnior em 2017 e medalhista olímpico quatro anos depois.  

Fonte: CBJ

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