Parabéns aos Kodanshas do Judô amazonense promovidos pela CBJ

Kodansha é um título de alta graduação, específico do Judô criado pelo Instituto Kodokan, e que deve ser outorgado àqueles que se empenharam no aprendizado, na pratica contínua, na demonstração da sua eficiência técnica, e a devida dedicação no ensino, no estudo e na pesquisa do Judô. Portanto, é depositário e responsável pela difusão dos princípios filosóficos e educacionais do Judô, preconizados pelo Shiran Jigoro Kano.

Sensei Aron Barbosa de Oliveira

Iniciou na pratica do Judô em 1978 aos cinco anos de idade, no SESI de Campo Grande/MS com o Sensei Reinaldo Santos, teve uma breve passagem na Associação Nipo-Brasileira e depois o Clube Zendokan, sempre na companhia de seu Sensei.

Sensei Aron Barbosa de Oliveira promovido ao 6º Dan pela CBJ

Durante o período em que treinou na associação Zendokan, fundou a Associação Naldo Pedro, onde formou grandes amizades que perduram até hoje.

Em Campo Grande, sensei Aron graduou-se em Educação Física na UFMS.  Em 1997, com 23 anos, foi chamado a integrar a Equipe da Universidade Gama Filho no Rio de Janeiro/RJ, que estava no comando do Sensei Alfredo Dornelles e Sensei Geraldo Bernardes, onde teve a oportunidade de concluir a Faculdade de Fisioterapia.

Nesta instituição, conseguiu estender sua carreira esportiva por mais seis anos. O principal momento como atleta foi entre os anos de 1999 e 2001.

As principais conquistas em 1999 foram as semifinais na seletiva para os Jogos Pan-americanos, o vice-campeonato brasileiro Sênior.

Em 2000, foi campeão dos Jogos Universitários Brasileiros (JUB’s) e da Copa Aurélio Miguel Universitário, classificando-se para o Mundial Universitário que foi realizado em Málaga, Espanha, onde conquistou a medalha de prata por equipes. Em 2001, foi Campeão dos Jogos Abertos Brasileiros.

No final de 2002, Aron pendurou as faixas das competições, participando do 1º Troféu Brasil interclubes onde obteve o terceiro lugar. 

Foi técnico da Seleção de El Salvador por quatro anos, conquistando os Campeonatos Centro-americanos consecutivamente, quatro medalhas nos Jogos Centro-americanos e do Caribe em 2006 em Cartagena na Colômbia, além de participar dos Jogos Pan-americanos em Santo Domingo em 2003.

Em seu retorno ao Brasil, em 2007, a convite da Confederação Brasileira de Judô, veio trabalhar em Manaus/AM no Projeto do Governo Federal. Atualmente, ministra aulas desde a iniciação ao treinamento de alto rendimento na Associação Fort Judô Clube, sua trajetória no Judô soma 41 anos, entre a prática e o ensino.

“Muitos sonhamos em alcançar a Faixa Preta quando começamos a gostar do Judô. Porém, depois de tanto tempo, percebemos que existem muito mais pela frente e que só é possível com a continuidade das atividades, que nos proporcionam tantas alegrias e aprendizado”.

Sensei Pablo Maria da Silva

Nascido em família ligada ao Judô, filho de judoca, começou a prática da arte marcial aos cinco anos quando vestiu pela primeira vez a ‘armadura branca’ em 1965, iniciou acompanhando seu pai, Therezones, que hoje é 7º Dan de Judô, nos treinos no Boqueirão do Passeio, juntamente com sensei Ogino e sensei Nagashima orientando nos katas.

Sensei Pablo Maria da Silva promovido ao 7º Dan pela CBJ

Somente aos 10 anos conquistou a primeira promoção de faixa, amarela, já em outra academia, a Judô Clube Marzzulo, que foi seu segundo sensei, onde treinou até os 17 anos e obteve a graduação de shodan (faixa preta em 1978).

Fez vestibular para engenharia e conquistou o vice-campeonato brasileiro, onde o campeão da categoria foi o Douglas Vieira, posteriormente vice-campeão olímpico, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1984.

Após cinco anos na Gama Filho, formou em Engenharia Mecânica, partindo para mercado de trabalho, foi contratado para trabalhar em Manaus e trouxe sua experiência de vida e do Judô.

Sensei Pablo fez parte da Federação de Judô do Amazonas por 30 anos, como substituto do interventor sensei Raimundo Faustino na época presidente da federação.

Ainda na federação, foi Diretor de Arbitragem, Coordenador Técnico, Presidente da Comissão de Graus por 22 anos, sempre ao lado do Judô, trabalhando e zelando pela filosofia, disciplina e respeito do desenvolvimento do Judô amazonense. Durante sua estada no Amazonas foi tricampeão Norte e Nordeste, vice-campeão da Copa Internacional Conde Koma em 1995, várias vezes Campeão Amazonense peso pesado.

Hoje após 55 anos vestindo a armadura branca, sensei Pablo foi promovido ao 7º Dan da modalidade criada por Jigorô Kano, o que lhe orgulha e honra.

Em Manaus, sensei Pablo constituiu família com Edivane Castro da Silva, e dessa união nasceu Luana Castro da Silva, tem pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental e Ergonomia, “estou muito feliz por galgar esta honrosa graduação de 7º Dan de judô”. Disse.

Sensei Carlos Antônio

Carlos Antônio, popularmente chamado de sensei Carlinhos, foi promovido a graduação de Kodansha pela CBJ, 6º Dan, agradeceu a Deus em primeiro lugar e a nosso Senhor Jesus Cristo que lhe permitiu concretizar uma linda história dentro do Judô.

Sensei Carlos Antônio promovido ao 6º Dan pela CBJ

Sensei Carlinho, agradeceu também a sua família em especial a sua esposa e filhos que estiveram presentes em todos os momentos desta longa jornada.

Agradeceu também a todos os amigos e companheiros de treino aos quais também contribuíram muito para esta conquista e evolução pessoal.

Sensei Carlinhos, iniciou na prática do Judô em 1972 na então Associação Samurai de Judô, do saudoso sensei Dorgival Francisco das Chagas, conhecido como professor Chagas.

Após dez anos de muita dedicação através de treinamentos e competições, passando por todas as etapas de graduação como ‘Dangai’ foi promovido ao 1º kyu, faixa marrom em 1982, também nesse mesmo ano participou como árbitro do primeiro Festival de Judô Feminino do Amazonas.

Em 1984 foi promovido a Shodan (faixa preta), pela federação de Judô do Amazonas e Confederação Brasileira de Judô, em 1985, participou do primeiro curso de arbitragem de Judô, ministrado pelo sensei Kokitani e a partir desta data passou a fazer parte do quadro de arbitragem da federação de Judô do Amazonas.

Em 1990 foi promovido a 2º Dan, pela federação de Judô do Amazonas e Confederação Brasileira de Judô, em 1993 foi promovido ao 3º Dan, pela federação de Judô do Amazonas e Confederação Brasileira de judô.

Em 1995, participou como árbitro no Campeonato Brasileiro Infantil de Judô em Natal/RN, em 1996 participou do Curso de Arbitragem ministrado pelo sensei Luís da Mota Silveira.

No ano de 1997, atuou como árbitro no Campeonato Brasileiro Norte-Nordeste de Judô, realizado em Manaus, em 1999 participou do seminário Nacional de arbitragem promovido pelas CBJ na Cidade do Rio de Janeiro.

Em 2000 participou como atleta da primeira Copa Moacir Bastos de Judô, no intercâmbio cultural Nipo-Brasileiro na Cidade do Rio de Janeiro onde estava residindo na época

Em 2001 foi promovido a 4º Dan, pela federação de Judô do Rio de Janeiro e Confederação Brasileira de Judô, em 2009 participou do seminário técnico Nacional, promovido pela Confederação Brasileira de Judô na cidade do Rio de Janeiro.

Em 2012 foi promovido a árbitro Sul-Americana de Judô na categoria FIJ C, pela Confederação Sul-Americana de Judô na cidade de Santiago no Chile. 2013 retornou a Manaus e foi promovido ao 5º Dan, pela federação de Judô do Amazonas e Confederação Brasileira de Judô.

Através do esporte, sensei Carlinho viveu momentos importantes em sua vida, o que contribuiu para sua evolução como ser humano durante os 48 anos dedicados a prática e ensinamento do Judô.

Durante sua jornada como Judoísta, sensei Carlinhos teve o privilégio de compartilhar seus conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, na formação de atletas e cidadãos de bens por vários lugares, entre academias e clubes por onde passou.

Além da carreira como atleta, sensei Carlinhos compôs o quadro administrativo da federação de Judô do Amazonas, atuando como Coordenador Técnico, Coordenador de Arbitragem e Presidente da Comissão de Graus em várias ocasiões.

Atualmente faz parte da Comissão de Graus da federação e atua como árbitro no quadro de arbitragem da Federação e da Confederação Brasileira de Judô. Ministra aulas na Associação de Lutas Esportiva (ASLE) no grupo GB.

Sensei David Azevedo

Com 44 anos dedicados ao Judô, iniciou no caminho suave aos nove anos de idade, na Associação Samurai de Judô, localizada na Avenida Japurá, na década de 70, com o sensei Dorgival Francisco da Chagas. Depois, treinou na Associação Shogun. Além de Judô e Jiu-jitsu, praticou Capoeira, Karatê e Kung Fu.

Sensei David Azevedo promovido ao 6º Dan pela CBJ

Aos 15 anos, era instrutor na Associação Samurai, oficio do qual, não parou mais. Em geral ministrou aulas em várias academias e escolas, entre elas, Associação Glória de Artes Marciais, Colégio Militar de Manaus e escola Waldomiro Peres Lustosa.

Em 1985 ingressou na carreira militar no qual passou 30 anos dedicado ao Exército Brasileiro. Concluindo-se os 30 anos de serviço militar, recebeu a graduação de 3º Sargento, graduado por tempo de serviço.

Hoje é militar da reserva, professor de educação física, funcionário público estadual, atualmente leciona Judô na Fundação Vila Olímpica e no Centro Estadual de Convivência da Família Magdalena Arce Daou. Em 2018 criou o Instituto Caminho Suave de Arte Marciais, que é uma evolução da Associação Glória de Arte Marciais.

Sensei David criou o primeiro projeto social desta modalidade no bairro da Glória, em Manaus no ano de 1993. Para ele as artes marciais, são uma grande ferramenta de socialização. “No Judô ou em qualquer outra arte marcial, o jovem pode se tornar um cidadão melhor ou se tornar um grande atleta ou professor”.

Atualmente é o presidente da Federação de Judô do Amazonas (Fejama) desde janeiro de 2019. Esse é o último grau que poderia alcançar na instituição, tendo em vista, que foi Coordenador de Arbitragem, Coordenador Técnico, Vice-presidente da Federação, Conselheiro Fiscal, Árbitro Aspirante a FIJ C, passou por todas as diretorias da Federação e em 2019 recebeu a missão de desenvolver o esporte no Amazonas, presidindo a entidade máxima da modalidade.

Como atleta sensei David obteve grandes resultados, foi heptacampeão Amazonense, tricampeão dos Jogos Escolares do Amazonas, tricampeão dos Jogos Industriais, individual e absoluto, vice-campeão Norte-Nordeste, entre outros títulos.

Foi técnico e treinador da seleção de Judô do Comando Militar da Amazônia (CMA), onde conquistaram o terceiro lugar no Rio de Janeiro, técnico da equipe do Colégio Militar de Manaus nos Jogos da Amizade, realizado pelos colégios militares em Brasília, e na Academia Militar Águas Negras, em Resende.

“Chegar a graduação de Kodansha, 6º Dan, é uma honra para mim. Quando olho para trás e vejo todo meu histórico dentro da arte marcial, tenho certeza que sou merecedor desta graduação, por tudo que fiz dentro do esporte, seja, como atleta ou na parte administrativa, esse é o meu trabalho, quando sair da Federação vou deixar um legado importantíssimo para o desenvolvimento do nosso Judô amazonense, esse é o meu objetivo”.

Sensei Ademir Duarte do Nascimento

Sensei Ademir Duarte do Nascimento provido ao 7º Dan pela CBJ

O Massa, como é conhecido, iniciou no Judô nos 70, na Associação Samurai de Judô, formador de vários faixas pretas da modalidade, é o fundador da Associação Shogum de Judô, ex-presidente da Federação de Judô do Amazonas promovido a categoria Kodansha, graduado 7º Dan.

O presidente da FEJAMA (Federação de Judô do Amazonas), parabeniza a todos os senseis promovidos a categoria de Kodansha, pelo empenho e dedicação ao longo de toda as suas vidas Judoísta, agradece a Confederação Brasileira de Judô, na pessoa do presidente, Sensei Silvio Acácio e a todos que fizeram parte desta conquista.

Rizoney Rocha;

Fotos: Equipe de Mídias da FEJAMA

Alternativa Sports, valorizando o esporte amazonense.

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