O Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE Manaus), situado na Estrada da Enseada do Marapatá, nº 64, bairro Vila Buriti, zona Sul de Manaus, tem 33 anos de história, e é um dos clubes mais bem estruturados de Manaus

Boas atrações todos os domingos

Tendo à frente o presidente Marcos Cavalcante, 40 anos, que falou em entrevista ao Grupo Alternativa de Comunicação, sobre o momento de reestruturação que o clube vem passando com mudanças em seu regimento e os principais objetivos do clube, como a possibilidade de voltar a participar da Série A do Campeonato Amazonense, além de outros assuntos que foram abordados no decorrer da entrevista.

“Nós participamos do campeonato Amazonense de profissionais de 2002 a 2006, e tivemos sempre uma boa participação, inclusive o ficando perto de obter uma vaga para a Copa do Brasil. Só não entramos na competição porque naquela época apenas o campeão participava da Copa do Brasil, como ficamos em segundo lugar não ficamos com vaga que hoje seria possível.

Espaços abertos para os eventos

Sem os recursos para manter o time de futebol, nós pedimos licença à Federação Amazonense de Futebol (FAF), para reorganizar o departamento e depois voltar. Já são 12 anos de ausência do futebol profissional, mas isso ainda é um dos objetivos da atual diretoria”, disse o presidente.

No cargo desde 1º de julho de 2014, Marcos Cavalcante procurou fazer com que a entidade entrasse em parcerias com os outros clubes e associações de Manaus. Quem apresenta um projeto que beneficie a população, principalmente dos moradores dos bairros mais próximos, o CEPE Manaus está sempre apto a ajudar.

“Nós procuramos a aproximação do clube com a população, os projetos que nós ajudamos no esporte não é exclusividade do futebol, tem outras modalidades como o vôlei feminino, o handebol, o atletismo, o futebol americano, que nós tivemos que encerrar a parceria porque a prática do esporte danificava muito o gramado, então não era justo nós ajudarmos uma associação, um projeto e um esporte que causava danos ao gramado e indiretamente causava prejuízos e transtornos para outras modalidades.

Eu assumi a presidência da Diretoria em 1º de julho de 2014. A empresa indicava o presidência do Conselho Fiscal, da Diretoria e do Conselho Deliberativo, amparados pela Lei Pelé, nós mudamos esse regimento, antes era três anos de duração do mandato de um presidente, hoje são quatro anos. E a empresa não indica ninguém para presidir os departamentos do clube, ficando os associados com essa responsabilidade.

Marcos Cavalcante, visionário, empreendedor, competente e sério no que faz

Quando assumi o clube, a estrutura física estava completamente deteriorada. Começamos várias reformas, de 2014 até 2016, já deixamos um parque aquático funcionando, vamos reformar e concluir a sede social, para dar mais comodidade aos frequentadores, ainda tem muito a ser feito, mas já teve uma melhora significativa”, acrescentou.

Verbas para os clubes com estrutura sólida

Para receber as verbas da empresa, segundo o presidente, o clube tem que estar regularizado, com as suas finanças em dia. Ele citou o exemplo do CEPE de Mossoró no Rio Grande do Norte, que recebeu um grande auxílio da empresa. 

“O clube de Mossoró conseguiu dois milhões e meio de reais, o nosso clube com uma verba dessa faria muito mais do que já está fazendo. Nós estamos licenciados na FAF, mas o clube não foi rebaixado, não sabemos se ao voltar para o futebol profissional, teremos que voltar na série B, vamos entrar em contato com a FAF e estudar um retorno. Em 2019 vamos fazer uma peneira, para que em 2020 possamos retornar com o futebol profissional, seja em qual série for possível.

Oferecer ao associado o que há de melhor em atendimento e comodidade

O nosso clube tem uma megaestrutura com parque aquático, academia, chalés, alojamentos e são mega-alojamentos, nenhum time de Manaus tem a estrutura que o CEPE tem. A ideia é fazer uma peneira boa, formar um bom time, pagando um salário justo para manter os jogadores e que a dedicação seja exclusivamente voltada para o futebol, que se dediquem apenas para o esporte porque não adianta trabalhar o dia inteiro e depois treinar.

Temos o ‘projeto Violeta’, que o clube banca até hoje, que trabalha com a categoria de base em várias modalidades. Os times de bairros procuram muito para treinar em nossos campos, que tem um gramado excelente a gente não deixa ninguém utilizar o campo no período chuvoso, pois vai danificar o gramado. A procura dos times aumenta ainda quando acontece o campeonato de peladas promovido por um jornal da cidade.

Por que o clube oferece segurança, o estacionamento é amplo, comporta vários veículos, além de outros atrativos que muitos clubes tradicionais de Manaus não oferecem aos seus associados e frequentadores. Eu fiquei muito feliz quando a Comissão desse campeonato de peladas fez a semifinal do campeonato de 2016, mais de cinco mil pessoas estiveram presentes nessa semifinal”, enfatizou.

Atual diretoria apoia vários projetos sociais das comunidades próximas

Em relação ao fator segurança, o campo é cercado e não tem a aproximação da torcida. Qualquer incidente, a 7ª, 9ª e 22ª CICOM, estão sempre presentes e bem atuantes, com três cinco ou mais viaturas presentes. Ao falar ainda sobre as outras modalidades que o clube apoia, o presidente queria dar ênfase ao basquete e ao polo aquático, pois algumas federações vão a procura da direção, que analisa os projetos de todos aqueles que pedem apoio do clube, como a Federação Amazonense de Futebol Amador (FAFA), as federações de algumas artes marciais, que querem organizar torneios de MMA e campeonatos na quadra e no salão de eventos.

“Já nos procuraram para que cedêssemos o salão de eventos para um torneio de MMA, com um pessoal do bairro de Petrópolis, para isso entramos em contato com o Corpo de Bombeiros, uma ambulância no local é obrigatória. Tem que cobrar a entrada, pois um evento desse porte tem muitos gastos, e o valor da entrada seria acessível. Hoje o número de eventos desse porte cresceu na cidade”, enfatizou.

Cavalcante disse a entidade tem poucos associados, pouco mais de 300 associados, mas ainda são poucos para um grande clube. Com uma provável parceria como outros clubes, a tendência seria melhorar. A Petrobras através de seu núcleo e de funcionários das demais empresas do grupo, contam com um quadro de dois mil funcionários. E segundo o dirigente, é difícil fazer uma campanha de associação com os funcionários, por causa da proibição através da Lei Pelé. A sua ideia no momento é fazer um edital para os funcionários das empresas que compõem o conglomerado da Petrobras com a comunidade.

Marcos Cavalcante, incentivador da prática de esportes entre os jovens e apoiador amigo das comunidades

“Com esse estreitamento das relações entre as diretorias, seria possível que as pessoas entrassem no clube da Petrobras, da Aseel, Assinpa, isso com a mesma carteirinha. Isso iria trazer mais associados e aumentar a renda e a receita dos clubes”, disse.

No dia 11 de novembro estiveram animando a tarde com muito som ao vivo e de boa qualidade o forrozão com a banda ‘Meu Xodó’, o bolero e o romantismo com Sandrinha Andrade, o DJ nos intervalos, tendo a presença de mais de 1.500 pessoas ocupando todas as dependências do clube. Era uma promoção do CEPE que estava ajudando a Academia Amazonas Top Team, de Jiu-Jitsu, com a doação de uma feijoada para que duas representantes da academia pudessem arrecadar com as vendas da feijoada algum recurso para a hospedagem, alimentação e translado até o Ginásio do Ibirapuera, onde as atletas Camila Barbosa e Rachel Nunes estarão nos dias 16, 17 e 18 de novembro representando o Estado e a academia no referido campeonato. O presidente Marcos Cavalcante ajuda o mestre V-8 a manter o projeto iniciado na comunidade há mais de sete anos.

O presidente do CEPE, Marcos Cavalcante, junto ao vice-presidente Bartolomeu Costa

“O Clube da Petrobras está aberto para ajudar a comunidade em geral, não só no esporte, mas ajuda também alguém que esteja enfermo e que precisa de ajuda, ninguém cobra nada. O clube faz a doação da feijoada, e a pessoa só tem o trabalho de vender. A própria Petrobras tem outros projetos, como o ‘Violeta’, onde a empresa paga cursos de agentes de portaria, secretariado, na área administrativa. Outro exemplo é o ‘projeto OELA’, no bairro Zumbi dos Palmares, com aulas de Taekwondo, futebol para crianças, zumba. Tem um funcionário da Petrobras, o seu Vinicius, que é assistente social da empresa e é responsável pela fiscalização do investimento que a empresa auxilia nos projetos sociais, culturais e esportivos de todos bairros próximos do clube e de outras zonas da cidade também”, finalizou.

São iniciativas como essa que a direção do CEPE Manaus vai levando o clube a um patamar bem elevado, mantendo o local sempre com boas atrações, gerando receitas para o clube e emprego e renda para os moradores do local. Mostra que quando se faz um trabalho com seriedade e competência, os resultados aparecem. Como mostra o depoimento de um dos frequentadores mais assíduos do local, o industriário Hárlisson Araújo, 25 anos, sócio do clube e que participa de todas as suas atividades.

“O atendimento aqui é muito bom, a água é bem gelada, praticamos o futebol, como uma forma de lazer e de manter a forma, além da estrutura do clube que é uma das melhores de Manaus. Não só eu, mas todos que estão aqui aprovam a administração atual do clube que teve uma melhoria significativa nos últimos anos”.

Reportagens: Eliomar Castro

Fotos: Rizoney Rocha

Alternativa Sports, valorizando o esporte amazonense

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