A Copa do Mundo de 1998 foi a 18ª edição do torneio realizado pela FIFA

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Seleção da Itália foi a grande campeã da Copa do Mundo

Alemanha se emociona e Itália leva o título
Os italianos devem o título da Copa do Mundo 2006 sobretudo ao fato de terem sido uma equipe unida. Sem dúvida nenhuma, a imagem que ficará na memória será a do momento em que Zinedine Zidane perdeu o controle no Estádio Olímpico de Berlim e deu uma cabeçada no peito do italiano Marco Materazzi. Porém, há muito mais a ser lembrado sobre o tetracampeonato italiano.

Dirigida pelo treinador Marcello Lippi, que levou a Juventus de Turim a uma série de sucessos, a seleção italiana conseguiu tirar motivação do escândalo de compra e manipulação de resultados na loteria esportiva no país. Além da qualidade individual dos seus jogadores, a Itália contou também com a força e o entrosamento do grupo. Dos 23 jogadores de Marcello Lippi, 21 tiveram chance de jogar, e dez deles aproveitaram a oportunidade e marcaram gol.

À frente do extraordinário goleiro Gianluigi Buffon, o capitão Fabio Cannavaro comandou com excelência a melhor defesa da história das Copas: a Itália só sofreu dois gols, sendo um contra e um de pênalti. No meio-campo, Andrea Pirlo e Gennaro Gattuso formaram uma dupla que combinou força e técnica. Os laterais Gianluca Zambrotta e Fabio Grosso com suas descidas pelas laterais também não podem ser esquecidos.

Grosso não apenas marcou o gol que abriu caminho para a sensacional vitória italiana na semifinal contra a Alemanha, como também converteu o pênalti que deu a vitória à Azzurra na final contra a França. Com isso a Itália venceu pela primeira vez uma Copa nos pênaltis, deixando para trás o trauma da final de 1994.

Mas a Copa do Mundo da FIFA 2006 não foi um sucesso só para os italianos. A jovem seleção alemã do treinador Jürgen Klinsmann chegou ao terceiro lugar jogando um futebol rápido e ofensivo. O melhor ataque da competição foi o dos anfitriões, com 14 gols no total, cinco deles marcados por Miroslav Klose, que levou o prêmio Chuteira de Ouro oferecido pela adidas. O companheiro de ataque Lukas Podolski balançou três vezes as redes e recebeu o Prêmio Gillette de jogador revelação.

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Os donos da casa ficaram em 3º lugar na competição

A seleção de Klinsmann realmente contagiou a Alemanha em 2006. O velho estereótipo de futebol de resultados dos alemães foi superado pela jovem equipe com performances eletrizantes. Além disso, uma apaixonada torcida que cumpria dentro e fora dos estádios o lema da Copa (“O mundo entre amigos”) produziu uma onda de alegria que acabou entusiasmando toda a população. Milhares de pessoas lotaram em todo o país as festas de rua organizadas para os torcedores, e a competente organização alemã ganhou respeito ao redor do planeta.

As quatro semanas de futebol na Alemanha conseguiram entusiasmar não só os 3.359.439 espectadores que compareceram a um dos 12 fantásticos estádios para acompanhar de perto as disputas (sem contar as milhões de pessoas que assistiram aos jogos nos telões colocados nas ruas), mas uma audiência estimada em mais de 30 bilhões de torcedores por meio de diversos veículos de comunicação no mundo todo. Todos as atenções estavam voltadas para as 32 seleções participantes, desde Angola aos Estados Unidos. Em uma maratona de 64 jogos e com um total de 147 gols, essas 32 equipes emocionaram, encantaram e, em alguns momentos, levaram ao desespero bilhões de pessoas ao redor do mundo.

Zinedine Zidane teve uma despedida memorável e contribuiu muito para que o selecionado de Raymond Domenech chegasse à final em Berlim depois de vencer Espanha e Brasil. Pelo seu ótimo desempenho, ele levou para casa a Bola de Ouro. Mas, mesmo com um gol contra a Itália oito anos depois de também ter deixado a sua marca na final de 1998, Zidane acabou não tendo o final feliz com que sonhava.

Portugal também tem motivos de orgulho: o craque Cristiano Ronaldo representou uma das grandes forças individuais do torneio e ajudou a seleção a chegar à semifinal, igualando o feito de 1966. Campeão com o Brasil em 2002, o treinador Luiz Felipe Scolari chegou perto da segunda final, mas acabou saindo da disputa ao perder para a França nas semifinais.

Apesar de só seleções europeias terem participado das semifinais, outros países também deixaram boa impressão. Antes da eliminação nas quartas-de-final com a amarga derrota para a Alemanha nos pênaltis, a Argentina mostrou um empolgante futebol de toque de bola, como na sequência de 24 passes que culminou com o gol de Esteban Cambiasso, fechando a goleada de 6 a 0 contra Sérvia e Montenegro. Talvez tenha sido também de um argentino a melhor performance individual da Copa: Maxi Rodríguez marcou um golaço de voleio nas oitavas-de-final, definindo a vitória contra a forte seleção mexicana.

Motivos de orgulho também não faltam às seleções africanas estreantes. A Costa do Marfim, por exemplo, ainda que tenha perdido para Argentina e Holanda, dificultou bastante a vida de ambas. Angola obteve empates tanto com o México quanto com o Irã, enquanto Gana conseguiu com o seu futebol ofensivo, articulado pelos craques Stephen Appiah e Michael Essien, ganhar inclusive da respeitada seleção da República Tcheca e dos Estados Unidos, antes de ter sido eliminada pelo Brasil nas oitavas-de-final.

Quem também brilhou foi a seleção estreante de Trinidad e Tobago, que, apesar de ter lutado muito contra a Suécia, não conseguiu sair do 0 a 0. Equador sobreviveu pela primeira vez à fase de grupos, batendo a Polônia e a Costa Rica. E a seleção da Austrália venceu de virada e com muita raça o Japão, com três gols nos últimos dez minutos de jogo, chegando às oitavas-de-final. Também está de parabéns a defesa suíça, que no tempo regulamentar de quatro partidas não sofreu um gol sequer.

Também houve grandes decepções na Copa do Mundo da FIFA 2006. Apesar de Ronaldo ter marcado o seu 15º gol, convertendo-se no maior artilheiro da história da competição, a seleção pentacampeã do Brasil ficou abaixo da expectativa. Assim como a Inglaterra, o Brasil chegou às quartas-de-final, mas isso não satisfez nem de perto as expectativas, inclusive dos próprios jogadores. As seleções asiáticas não conseguiram repetir o sucesso de 2002 e tiveram de se despedir cedo do torneio. Em uma estatística negativa, desde 1990 a fase de mata-mata não tinha tão poucos gols. Para concluir, também não houve muitas surpresas, com exceção da estreante Ucrânia, que chegou às quartas-de-final e só foi eliminada pela Itália — o que não foi nenhuma vergonha, já que a Itália foi a grande campeã da Copa do Mundo da FIFA 2006.

Fonte: http://www.campeoesdofutebol.com.br

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